OSESP podcast

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 at 07:08

meteorologia: sol, por enquanto
pecado da gula: pão italiano c/ manteiga
teor alcoolico: nada...
audio: monacast 76
video: house


Pérolas de música clássica.
Peguei a dica do PodPods no twitter. Baixei todos e já transferi pro player.
Mais um podcast pra minha playlist semanal.

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Lego Matrix

coded by Cristine Tellier | | Posted On segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 at 06:51

Achei no "Bombou na web". Sensacional!

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Lolita

coded by Cristine Tellier | tags: , | Posted On domingo, 13 de dezembro de 2009 at 19:43

meteorologia: chuva intermitente
pecado da gula: macarronada de domingo
teor alcoolico: 1 original
audio: add 0727
video: buck rogers

Lolita, Vladimir Nabokov
Lolita, direção Stanley Kubrick
Lolita, direção Adrian Lyne

Um livro, dois filmes.
A estória já é conhecida de todos: um homem de meia-idade (prof. Humbert Humbert) apaixonado por uma adolescente (Lolita), filha da proprietária da casa onde ele se hospeda (mrs. Charlotte Haze). Banal e aparentemente imoral, o tema é abordado com genialidade por Nabokov, dando ao leitor um dos romances mais célebres. O obra ficou tão incorporada ao imaginário coletivo, que o nome da personagem tornou-se um substantivo usado sem cerimônia para designar ninfetas adolescentes. Invadiu o cenário pop-rock através de uma música do The Police (Don't stand so close to me) que, confesso, foi o que originalmente me levou a ler o livro.
Apesar do tom moralista do autor do prefácio do livro, condenando o comportamento de Humbert, não há no decorrer do livro qualquer apologia da moral. Por vezes, mesmo, chega-se a sentir comiseração por Humbert, pela culpa auto-inflingida devido à sua obsessão destrutiva.
Como o próprio autor afirma no posfácio, não há qualquer objetivo de moralizar ou satirizar. O único objetivo é a literatura, a arte em si. Contruir um cenário e manipular os personagens magistralmente nele como um marionetista controla suas marionetes.
Quanto aos filmes, primeiro o de Kubrick. Apesar da genialidade do diretor estar presente, sua ironia e humor negro, percebe-se a impossibilidade de recriar fielmente na película as características de Humbert. A boa atuação de James Mason não consegue fazer sobressair na tela a dualidade entre o intelecto e a obsessão sexual, tão presentes no livro. Apesar de o próprio Nabokov ser o roteirista do filme, perde-se a essência da obra na transposição para outro meio.
Quanto ao filme de Adrian Lyne, temos Jeremy Irons sempre perfeito, impecável. Mas seu personagem foi escrito para parecer mais simpático do que é na realidade. E o filme peca por enfatizar demais o lado romântico da estória.

Mais um exemplo de uma obra literária, cuja versão cinematográfica fica muito aquém da obra original.

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