coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On sábado, 6 de fevereiro de 2010 at 20:26

"Every day I live I am more convinced that the waste of life lies in the love we have not given, the powers we have not used, the selfish prudence that will risk nothing and which, shirking pain, misses happiness as well."
Mary Cholmondeley

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O que você vai fazer agora?

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 at 09:17

Jogue a mão de acordo com o momento (Roy Cooke)

(...) A diferença real entre ganhar e perder, tanto na vida quanto no poker, é encontrar dentro de si a superação. Isso pode não fazer de você uma superestrela no jogo ou na vida, mas certamente vai lhe tornar um jogador melhor e lhe ajudar a ter uma vida melhor para você e seus entes queridos.
Tome decisões sérias para crescer e aprender, bem como para ser disciplinado, e concretize-as. O mais importante, concretize-as.
(...) Muitas pessoas inventam desculpas para não fazer as mudanças necessárias para corrigir o que está errado com suas vidas, pois as consideram muito caras em termos pessoais ou quanto ao esforço necessário. Tente olhar para isso sob uma perspectiva diferente. Qual será o custo para a sua vida se você não fizer essas mudanças? "

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Humildade

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On at 06:21

Tanto que fazer!
Livros que não se lêem, cartas que não se escrevem,
línguas que não se aprendem,
amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.

Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis...
até o fim do mundo assinando papéis.

E os pássaros detrás de grades de chuva,
e os mortos em redoma de cânfora.

(E uma canção tão bela!)

Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos
nem para quê.

(Cecília Meireles)

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O leitor

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On domingo, 31 de janeiro de 2010 at 19:57

meteorologia: só chove e chove
pecado da gula: churrasco
teor alcoolico: várias cervejas e caipirinhas
audio: add 744
video: vicky cristina barcelona

O leitor (Bernhard Schlink)
  

Não assisti ao filme ainda. E nem pretendia assistir antes de terminar de ler o livro. Segundo algumas críticas que li, a atuação de Kate Winslet está primorosa. A compra do livro foi motivada pelo lançamento do filme, uma vez que eu nunca tinha ouvido falar nele, nem o tinha visto em prateleiras de livraria. Fiquei sabendo depois, lendo a orelha do livro, que a obra havia se tornado o primeiro romance alemão a atingir o topo da lista da best-sellers do New York Times. O mote pareceu-me interessante, clássicos da literatura sendo lidos durante os encontros amorosos de um estudante adolescente com uma mulher bem mais velha. Como qualquer coisa relacionada a livros, leitura, escrita me interessa, mesmo não conhecendo o autor, achei que valeria a pena.
E valeu.
O livro, de apenas 218 páginas, foi lido em menos de uma semana. A coloquialidade do texto, sua estrutura, com capítulos não muito longos, a narrativa sucinta, límpida, quase ascética, sem descrições extensas ou diálogos desnecessários, tornaram a leitura agradável e nada cansativa.
É, a grosso modo, uma estória sobre amor e dramas de consciência. Mas nada apelativo demais, ou romântico demais.
Livre de clichês sentimentalóides sobre o Holocausto, uma das questões levantadas pelo autor é como os filhos da geração da guerra (ele e o personagem principal do livro, inclusive) lidam com o legado deixados pelos pais. Pais que por ação ou omissão, tomaram parte nas desumanidades e atrocidades cometidas durante esse período. Devem eles se sentir responsáveis e carregar o fardo de culpa pelo que seus genitores fizeram? Devem tentar redimir o mal feito? Ou somos isentos de qualquer compromisso relativo aos atos cometidos por nossos antepassados?
E quanto ao ser amado? Quando alguém se apaixona, deve tomar para si parte da carga, do peso da vida do outro? Há como não nos sentirmos responsáveis também nesse sentido, por algo ocorrido antes de fazermos parte da sua vida?
E temos ainda o dilema ético/moral sobre nosso dever (ou não) de revelar uma informação essencial para salvar alguém, mas que essa pessoa recusa-se terminantemente a fazê-lo. Devemos passar por cima do livre-arbítrio dela apenas valendo-nos da premissa de que tudo é válido para salvar um igual? Não estaríamos apenas querendo fazer valer o nosso próprio julgamento, supondo estar agindo corretamente apesar de contrariar a vontade de outrém com discernimento suficiente para arbitrar sobre sua própria vida? O personagem principal vê-se dividido entre dizer a verdade e trair a mulher que ainda ama, ou calar-se e vê-la ser responsabilizada por algo que ele tem ciência não ser possível. Como decidir-se entre culpa e omissão?



"(...) Esse são pensamentos posteriores. Mesmos posteriores eles não eram nenhum consolo. Como poderia ser um consolo o fato de meu sofrimento pelo amor a Hanna ser, de certa maneira, o destino de minha geração, o destino alemão, que era apenas mais difícil, no meu caso, de deixar para trás, mais difícil de lidar. Na mesma medida, teria feito bem para mim se eu pudesse me sentir parte de minha geração."

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