MacGyver night

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On sábado, 9 de outubro de 2010 at 11:12

Fui ontem ao show do Rush, e o trio canadense não decepcionou. A começar pela pontualidade. Diferente da grande maioria dos shows, artistas nacionais principalmente (e infelizmente), começou pontualmente às 21:30. Iniciou com um vídeo comédia no telão em que os três atuavam. Logo depois subiram ao palco e fizeram o estádio vir abaixo com The Spirit of the Radio e Time Stand Still.

Não há como discordar, Rush continua sendo um dos melhores grupos de rock da atualidade, apesar de tantos anos de estrada, mais de 40. Os "tiozinhos" continuam mandando muito bem. Apesar da piadinha sem graça do locutor ao anunciar o intervalo, informando que a banda necessitava de uma pausa devido à idade avançada dos integrantes. Todos eles estavam esbanjando energia no palco.

O som estava bom, apesar de alguns pipocos, principalmente na segunda parte do show. Esta aliás, teve outra música que fez a platéia ir ao delírio, Tom Sawyer. E também o indefectível solo de Neil Peart. Mantendo a fama de "homem-polvo", seu domínio do instrumento é excepcional. Não é à toa que é considerado um dos maiores músicos do mundo. Até quem não gosta de bateria fica impressionado com seu virtuosismo. E os demais integrantes não ficam atrás. Fazem o que bem entendem, tiram sons inimagináveis com um talento incrível.

Difícil encontrar um adjetivo para descrever o show. Foram quase 3 horas de música de ótima qualidade. Só senti falta de Fly by Night, mas mesmo assim valeu muuuuuuuuito.

Setlist do show

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Só um sucesso

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On at 10:30

meteorologia: nublado, garoa fina
pecado da gula: torrada com nutella
teor alcoolico: nada ainda
audio: add #806
video: braincast

Estava lendo uma resenha sobre o novo livro de Tony Bellotto, No buraco, que conta a estória de um guitarrista de uma daquelas "one hit band" - a manjada banda de um sucesso só. Comecei a lembrar o nome de algumas e saiu um top 10 list - 5 nacionais, 5 internacionais. Alguns são boas, algumas são aquelas grudentas tipo jingle, algumas eu simplesmente não listei por serem ruins demais (nem vale a pena lembrar).

Dexys Midnight Runners – Come On Eileen


Absyntho – Meu Ursinho Blau Blau


Bobby McFerrin - Don't Worry Be Happy


Virgulóides - Bagulho no Bumba


Europe - The Final Countdown


O Surto - A Cera


Soft Cell - Tainted Love


Dr. Silvana & Cia - Serão Extra


Church - Under the Milky Way


Luni - Eu sou a melhor (I'm the best)



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Internet x produtividade

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On terça-feira, 5 de outubro de 2010 at 18:21


Sob a desculpa de que a internet diminui a produtividade, nos últimos anos, algumas empresas (onde eu trabalho inclusive) tem tornado usual o bloqueio do acesso à web, em diversos níveis. Desde o bloqueio de redes e ferramentas sociais (Facebook, mySpace, Twitter, MSN, GTalk, etc.), sites de video e similares, passando por blogs e sites pessoais, sites de conteúdo, até emails pessoais e internet banking e, por fim, o bloqueio total (Google inclusive).

Creio que o bloqueio implicitamente reflete a visão que a empresa tem dos funcionários, pressupondo que todos são “burladores” em potencial, esperando por qualquer oportunidade para se esquivar de suas ocupações e responsabilidades. A menos que se seja um funcionário público, todos sabem que matar o tempo em outras atividades antes de terminar suas “tarefas” tem consequências nem sempre agradáveis.

É lógico que a quantidade de opções para ocupar o tempo na Internet é enorme. Mas a procrastinação não é um problema com a internet exclusivamente. Qual a diferença entre alguém passa o tempo todo na Internet para outro que passa o dia lendo jornais, revistas ou jogando paciência? Se o funcionário quer enrolar, vai fazê-lo com ou sem internet.

Faz sentido bloquear sites de video e fins em empresas em que a Internet é compartilhada por todos, pois por melhor que seja o link, streaming realmente mata a banda. Mas qual o problema de os funcionários usarem internet banking ou acessarem seus emails pessoais no horário de almoço? Quanto aos demais usos, é tudo uma questão de parcimônia, de uso consciente e responsável.

Fazer com que todos paguem pelo excesso de alguns não é a melhor política. Quem abusa obviamente não produz o esperado e, cedo ou tarde, será substituído por alguém que consiga usufruir da liberdade de forma melhor. Acho que monitorar, ao invés de proibir, seja um meio para educar e consicientizar as pessoas sobre o uso coerente de mais esse recurso.

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Podroll

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On at 16:45

meteorologia: ainda nublado (kd a primavera?)
pecado da gula: mais haagendasz bailey's
teor alcoolico: 1 caipirinha, 1 stella artois
audio: tatoscópio

Tirando proveito da semana de folga para colocar várias coisas em dia, inclusive ouvir os episódios atrasados da minha playlist de podcasts. Aproveitando o ensejo, segue a lista dos meus top 10, os que eu não deixo de ouvir e que não podem faltar no meu mp3 player.

NerdCast
Do blog do Jovem Nerd.
Primeiro da lista, porque foi o primeiro pordcast que eu ouvi, por indicação do @lucianosilva. Um podcast nerd, não só sobre assuntos nerds. Os donos da bola - Alottoni, o Jovem Nerd e Azaghâl,o anão - recebem convidados, alguns fixos, para conversar sobre tudo, desde RPG, HQ, literatura, cinema, gadgets até trivialidades, tudo sob a ótica nerd.
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ADD
Do Blog do Maestro Billy.
Ótimo podcast musical, companhia constante nos meus treinos de corrida, e nas provas também. Foi a trilha sonora da minha primeira maratona e certamente vai comigo na próxima também. Bastante variado, agrada a todos os gostos. Vai de flashbacks a novidades recém-lançadas.
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RapaduraCast
Do blog Cinema com Rapadura.
Podcast de cinema, um dos melhores que já ouvi. Jurandir Filho, Maurício Saldanha, Thiago Siqueira e alguns colaboradores que se alternam de acordo com a temática do episódio discutem sobre todo e qualquer aspecto do cinema, desde os lançamentos até a qualidade das salas de cinema. Destaque para as edições focadas em personalidades do cinema, especialmente diretores. Para cinéfilos é um prato cheio.
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PokerCast
Da revista CardPlayer Brasil.
Um dos podcasts sobre poker mais divertidos que já ouvi. Guilherme Kalil e Marcelo Lanza comentam sobre os torneios, curiosidades que rolaram no mundo do poker e ainda entrevistam alguma "celebridade". Tudo de forma despretensiosa, mas bastante informativa.
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Máquina do Tempo
Outro podcast musical de responsa. Leandro Bulkool e Ock-Tock viajam no tempo, visitam um ano qualquer e trazem o melhor rock'n'roll dessa viagem.
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Papo de Gordo
Do blog Papo de Gordo (antes Contrapeso).
Podcast informal entre gordos, não necessariamente sobre gordos e assuntos correlatos. Dudu Salles e Maira Moraes batem papo com colaboradores e convidados sobre os mais variados assuntos. Saúde, cinema, música, gastronomia (lógico) e situações do cotidiano.
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Dispersando
Do blog Dispersando.
A mais nova adição à minha lista, é o podcast oficial do ScienceBlogs Brasil. Blogueiros do ScienceBlogs se reúnem para falar sobre ciência, obviamente, e outras variedades. Igor Santos (42), Fernanda Poletto (Bala Mágica) e Rafael Soares (RNAm) são presenças constantes.
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Radiofobia
Do site Radiofobia.
Conforme eles mesmo se definem: "A cada podcast um assunto diferente, discutido com toda a propriedade por nossos especialistas em porra nenhuma e por convidados subjestivamente qualificados, cabriocáricos e de caráter inoxidável."
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Grifo Nosso
Do blog Grifo Nosso.
Um podcast sobre livros. A cada episódio um livro é analisado sob 4 aspectos: trama, personagens, qualidade do texto, envolvimento do leitor.
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Jotacast
Do Blog do Jotacê.
Podcast sobre o mercado de colecionáveis no Brasil (leia-se DVD/Blu-Ray). Para colecionadores compulsivos (ou não), merece ser ouvido. Várias dicas de compras e promoções.
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Menção honrosa para alguns podcast que ou deixaram de ser produzidos ou diminuíram muito a frequência de publicação, e por isso não estão tão presentes nas minhas playlists:

Monalisa de Pijamas
Losties
Dudecast
M2List

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Descoberta

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On at 13:10

meteorologia: nublado
pecado da gula: haagendasz de bailey's
teor alcoolico: caipirinha
audio: weRgeeks podcast

Descobri hoje o sentido de condicionamento físico. Não o sentido literal, de ter condição, capacidade de realizar atividades físicas. Nesse sentido, qualquer um não-portador de uma lesão cervical baixa tem condicionamento físico. Estou me referindo ao sentido conotativo. Algo que se adquire devido à prática regular de atividades físicas. Nunca dei muito valor a isso. Minha preocupação sempre foi atingir determinada meta, seja na musculação, na corrida, no pedal. Mas o que eu percebi hoje foi que perseguir essas metas trouxe um efeito colateral agradável: o condicionamento.

Admito ter sido bastante relapsa quanto à prática regular de atividade física nesse último ano. Sempre fui do tipo “rata de academia”. Madrugava na academia e treinava por volta de 2 horas. Tempo esse dividido entre a musculação e algumas aulas - spinning, running, jump, boxe, body pump, alongamento, fit flex. Todos os dias, de 2a. a 6a.feira. Tirei um mês de férias há pouco mais de um ano e desde então, a preguiça me invadiu. Qualquer motivo virou desculpa pra matar a ida à academia, mesmo ela estando a menos de 10 minutos de casa. Apenas os treinos de corrida eu não cabulava.

No início do ano, quando comecei a treinar para a maratona de São Paulo, vi-me obrigada a me esforçar um pouco mais para frequentar a academia. Mas mesmo assim, fazia apenas as aulas de TRX Suspension e alguns exercícios de musculação específicos para corredores. Prometi a mim mesma, que passada a correria (literalmente) causada pelos treinos intensos para a maratona, eu voltaria à minha rotina. A maratona foi em maio... Assumo, só comecei mesmo esta semana, depois de várias tentativas frustradas e frustrantes.

Mas estou me desviando do assunto inicial. Apesar de não seguir a mesma rotina anterior, os treinos regulares de corrida (4 vezes por semana) e as aulas de TRX Suspension (2 vezes por semana), tiveram uma consequência bastante interessante. Ao retomar os treinos, não me senti cansada demais, nem esgotada ao ir pro chuveiro. E hoje, aproveitando minha semana de folga, fiquei quase 3 horas na academia. Fiz a aula de TRX Suspension, meu treino de musculação e uma aula de boxe (1 hora de duração), e ainda corri quase 3km enquanto esperava o boxe começar. O melhor de tudo, além da endorfina produzida e logicamente da sensação de bem-estar decorrente, foi ter feito todas as atividades e sentir que ainda tenho fôlego pra mais. (Cá entre nós, melhor mesmo foi ver uma galerinha 10 anos mais nova na aula de boxe, terminando a aula quase se arrastando).

A fisiologia do condicionamento físico adquirido pode ser conferida em qualquer livro ou site sobre atividade física regular - fortalecimento da musculatura, aumento da capacidade respiratória, da eficiência do sistema cárdio-vascular, do metabolismo basal, etc. Mas o melhor resultado é o bem-estar e a satisfação de fazer um treino bem feito, sem miguelar na carga, na velocidade, na inclinação, etc. E sentir-se renovado a cada treino.

Foi o que experimentei hoje.
Recomendo :-D

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Delicatessen

coded by Cristine Tellier | tags: | Posted On domingo, 3 de outubro de 2010 at 16:26

meteorologia: dia chuvoso
pecado da gula: pudim de leite
teor alcoolico: 1 original
audio: nerdcast #229
video: braincast

Delicatessen, direção Jean-Pierre Jeunet & Marc Caro

Filme de estréia de Jeunet, é uma comédia de humor negro que se passa num futuro pós (ou pré) apocalíptico em que a comida é tão escassa que se torna moeda de troca. Mais conhecido depois por um dos filmes mais cultuados na última década, Amélie, percebe-se desde esse primeiro filme toda a inventividade visual do diretor - presente também no filme seguinte, La cité des enfants perdus.

O humor sutil que permeia todo o filme, inicia-se pelo título que, numa tradução literal, quer dizer delicadeza. Mas o têrmo é usualmente utilizado para designar uma loja de alimentos requintados, produtos que dêem prazer ao paladar. Apesar disso, o filme não é sobre gastronomia ou culinária, nem sobre alimentos vendidos, consumidos e degustados numa delicatessen.
Praticamente toda a ação se restringe a um edifício residencial cujo térreo é ocupado por um açougue, chamado Delicatessen. Devido à falta de comida, a solução encontrada pelos moradores do prédio é bem ao estilo de "João e Maria": contratar rapazes para pequenos serviços de manutenção no edifcíio, engordá-los e depois dividir o "alimento" entre eles. Um candidato à vaga se apresenta e é, lógico, rapidamente contratado. A partir daí, todas as situações giram em torno da tensão gerada pela expectativa do dia em que o rapaz será sacrificado para saciar a fome dos moradores.

No início do flme, é difícil definir qual é realmente a estória. Passe-se algum tempo apenas assistindo pequenos “quadros” destinados a apresentar o dia-a-dia dos moradores, seus hábitos, suas manias, suas neuroses. Não é um filme de grandes gags visuais, a graça está no inusitado das situações: a senhora com idéia fixa de suicídio, o senhor que se alimenta dos animais que cria, os números circenses de Louison. A trama em si pouco importa, ela é apenas um veículo para o diretor exibir sua visão criativa, imaginativa, bizarra da realidade de modo extremamente bem embalado visualmente. Se, por um lado, o deleite visual é uma experiência inusitada e ao mesmo tempo muito agradável, por outro lado em alguns momentos a ausência de uma linha narrativa e de um maior desenvolvimento dos personagens deixa o espectador com a impressão de que falta algo.

Certamente não é um filme para todos os públicos (o q Amélie conseguiu ser com facilidade), pode inclusive parecer indigesto para alguns. Mas quem se divertir com as “brincadeiras” dos diretores - pois o filme todo parece não passar de uma travessura -, os ângulos de câmera inesperados e por vezes estranhos, o clima bizarro da estória, certamente vai adorar o filme.

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